Eu queria ter alguma coisas nas mãos agora. Não sei, poderia até ser uma bomba. Mas pelo menos alguma coisa. Eu queria me segurar em alguma coisa material, um objeto que possa ou não fazer efeito.Tenho me sentindo tão congestionada que qualquer bobagem não me chama mais a atenção, como antes chamava e me fazia rir, já que em tudo eu via graça. Mas esses dias não, esses dias tem sido tensos e tristes como se fosse impossível avançar ou até mesmo voltar atrás. E é como se eu estivesse parada olhando pra lugar nenhum, esperando alguma coisa que eu sei que não vai chegar. Não sei muito bem como é que eu sei disso, eu só sinto. Sinto que essa minha procura pelo nada, não vai ter fim, e não é só porque eu não quero, é porque certas procuras são inevitáveis, e essa pode ser uma delas. E eu fico perdida com esse tempo que passa rápido, e não me deixa deixar as coisas pra amanhã, porque amanhã já será o próximo mês. E os desejos e as vontades vão se acumulando, talvez eu seja feliz sem saber. Mas acho que não também. Alguma coisa deveria ser minha, e só porque eu quero. Mesmo que nem tudo a gente possa ter. E o meu pessimismo essa semana conheceu o fundo do poço, e lá não é um lugar ruim. Mas quando eu estava em cima eu podia ver as borboletas e a luz do sol fluindo sem nenhum impecilho e sentia o vento bater no meu rosto e trazer o cheiro de orvalho que o sereno da noite deixou, então desejo estar na beira do poço pra ser feliz por esses poucos segundos. Uma vontade de não sei o quê, e um medo disso também. Esses últimos dias não tem sido fáceis, tem tempo que não sinto esse sentimento que é um misto de medo, e de alegria. E dá um vontade absurda de chorar por alguma coisa que pode ou não estar acontecendo. Só chorar. Pra esvaziar, pra descongestionar o coração. Pra não se sentir culpada por estar esmagando sentimentos. Porque eu sei que nada pode durar pra sempre, pelo menos não no sentido carnal. Nem a dor pode durar também.
"Não importa o que queremos, quando conseguimos, queremos algo além." - Lorde Baelish, Game Of Thrones.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Para ler ouvindo La Solitudine de Renato Russo.
De fato, eu nunca imaginei que um
dia iria me sentir assim com relação à outra pessoa. É como se ela fosse o meu
ar pra respirar, ou a água pra saciar a minha sede. E eu a amo tanto que por
alguma razão não posso deixá-la ir. E toda vez que penso nela me dá um frio na
barriga, uma vontade louca de amá-la cada vez mais, sufocando-a assim com esse
desvairado sentimento. Não posso de jeito nenhum tentar deixar isso passar, e
não quero brigar com isso que eu sinto. Porque eu gosto de sentir sabe, gosto
de me sentir completa assim, mesmo não a tendo completamente. Não tento também
não pensar nela, porque esse aperto que eu sinto no peito passa quando eu sei
que é só o amor, e eu faço do medo a minha oração. Pra pedi-la cada vez mais
perto, pra pedi-la cada vez em mim só pra poder olhar o seu sorriso, ouvir a
sua voz e me locupletar. Só por alguns segundos ou até minutos, porque eu a
preciso muito, e a preciso logo. Como precisa uma usina de energia ou como
precisa até um coração de outro pra ser feliz. Vou sentir mais falta quando
pensar nela e amá-la cada vez mais. Sendo assim, uma romancista shakespeariana
que não só gosta do amor. Como também gosta de amar.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Talvez não seja história do Brasil...
E agora, parece que finalmente as aulas de história fazem verdadeiro efeito. Dia 07 de setembro, quase 08, mas é que eu esperei todo o dia passar pra poder falar alguma bobagem à respeito dessa nossa independência. A algum tempo atrás, Dom Pedro declarou que o Brasil estaria independente, mas como nesse país tudo envolve mentiras burlescas, esse grito às margens do rio Ipiranga não poderia ser diferente. Desde Cabral que aqui todo mundo rouba, mente e desmente. O Brasil foi uma colônia de presos, exilados e fugitivos de Portugal e alguns outros países da Europa, o jeitinho brasileiro é só incompetência de anunciar o que não se sabe fazer. A Inglaterra vendeu nosso título de independência a troco de garantir o seu comércio, e interesses à parte nós não deveríamos nos orgulhar tanto assim por ter nos tornado independentes, porque sem luta não há glória. E enquanto eu vejo essas pessoas, cantando vitória e achando o máximo o Brasil ter se tornado BRASIL, eu sinto ânsia de vômito, e procuro entender o que leva tais pessoas a acreditarem nessa gozada forma de livrar-se contextualmente de outros países mais poderosos. Hoje, pouca coisa avançou e a hipocrisia continua a mesma, com sua máscara e seu lema de que 'falar a verdade machuca'. Mas que se há de pior é negar verdades incontestáveis. E por ser politicamente incorreta talvez, eu me recuse a vangloriar o que não tem glória, o que não se tem valor.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Eu queria querer cantar o amor, queria cantar o quanto eu me sinto mais eu quando estou com você. Só porque eu caí nessa cilada que o amor me armou não significa que as coisas estejam ruins ou que eu me machuquei, até porque eu não me machuquei, só estou feliz e realizada. Eu sempre espero uma rasteira e tenho um medo filho da puta de que isso aconteça, até porque nem tudo são flores. Mas com você eu tô tranquila e vou continuar planejando o meu futuro, que será o seu também, por mais que as coisas temem em querer não dar muito certo, mas isso quem vai escolher vai ser a gente também. Um passo de cada vez, respirar, dar um trago num cigarro, outra vez, um gole na bebida e continuar pensando em estar com você, em sentir o seu cheiro e até ouvir umas histórias engraçadas que você tem pra me contar. Vou ouvir tudo o que você tem pra me dizer e responderei com clareza, de todo o meu coração, porque além de prometer isso pra você, eu prometi pra mim também. Prometi ser inteiramente sua, e por conseguinte eu serei.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
No Patriotism
Tem uns anos já que eu não me empolgo muito em assistir jogos da seleção brasileira, do mesmo jeito que não sinto vontade de lutar pelo meu país. As pessoas só querem exercer seu 'brasileirismo' de quatro em quatro anos, e enquanto isso o país entra em confronto com as idéias de democracia. A constituição brasileira garante sim algumas coisas, mas exige um esforço por parte de quem quer que a mesma siga à risca, o que é quase impossível num país onde até quem deveria defender as classes mais afetadas acaba por ajudar a menosprezá-las. O hino nacional cita que: "Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta. Nem teme, quem te adora, a própria morte." Ou seja, se pelo menos houvesse mais empenho em vetar a corrupção e a bandidagem explícita e até a desigualdade a vontade de ter um país só nosso seria o propulsor para uma luta injusta. Injusta porque os poderosos chefões se sentem no direito de comandar a trupe do circo e aqueles que exigem mudanças sofreriam embates em tempos desconfortáveis. Mas enquanto isso não acontece eu insisto em falar isso, insisto em não cantar o hino dessa pátria tão odiada por mim, não só por teimosia ou coisa parecida, mas também por princípio básico. E por vontade de não ver 'bons samaritanos televisivos' destruindo a natureza, só porque são mais uns bandidos hipócritas. Haverá sempre a não vontade por não haver também os motivos de andar pra se chegar a lugar nenhum, porque por mais que se insista o consenso prático ainda é um plano muito distante.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Tem horas que a gente se sente tão feliz que acha que é até pecado, ou que vai fazer mal. Porque felicidade demais é de se estranhar, pensa só que tem um campo todo florido e as pessoas passeiam por ele e de repente, um abismo e pensa também que eu estou usando essas analogias idiotas pra tentar explicar o que não tem explicação. Tem dias que a gente precisa de tudo e basta um sorriso, uma ligação pra esse tudo se reduzir e nada ser mais importante do que ter essa pessoa sempre com você. E você suporta tudo, suporta até que as pessoas lhe julguem e lhe escandalizem. A felicidade que percorre suas veias é tão mais prazerosa que você acaba por se acostumar. Você vê tanta gente sofrendo, tanta gente lutando por um lugar melhor e por igualdade e sempre levando tombo, vê a infelicidade estampada no rosto de milhares de pessoas por fome ou qualquer outra miséria terrível, você acredita que poderia até doar um pouco dessa sua felicidade mas sente também que essa felicidade só está bonita assim, completa. Não, não é egoísmo. É só o medo de que tudo evapore, e de que a sua vida volte a ser uma eterno bucolismo. E então você mergulha no que não conhece, e gosta até, e se apaixona. E acha que tudo está completamente fora do seu controle, que tudo está perdido. Mas súbita e consequentemente tudo está encontrado.
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