sábado, 23 de outubro de 2010

A minha vida até agora, com certeza, não foi nada incrível. Ao menos, a partir de hoje, não sei muito bem o porque... Eu me esforço, sabe. Se for agora ainda dá tempo, mesmo que não seja uma vida só de luz, linda e pura...

Eu gosto de viajar pra um lugar que ninguém conhece, num estado de espirito que eu posso chamar de meu e só eu tenho. Onde eu poderia cantar qualquer hora que eu quisesse e onde não existe coisas como o tempo, tão cruel diga-se de passagem. Onde eu não sinta dor, só calma e talvez um pouco de sanidade. Um lugar para se encontrar, para encontrar o verdadeiro significado da minha passagem por aqui. Pra que será mesmo, em?

Tudo que eu posso dizer é que minha vida é bastante monótona e ociosa, eu gosto de observar as poças recolherem a chuva. E tudo que posso fazer é apenas pôr um pouco de chá para dois, expressar meu ponto de vista, cantar algum manifesto e esperar que algum dia eu possa entender o porque das coisas. Mas isso não é sensato... (acredito que não).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Verdades duras, mentiras cruéis
Faz tanto tempo que tento
Descobrir o delicado da vida
Parece ser tudo culpa dos cartéis

Eles que nos julgam
Por nosso gosto apurado
Por nosso estilo comunista
Anti-capitalista!
Por desejar igualdade
Que parece estar tão longe da realidade

Na plasmibiose do tempo
Encontro refúgio
Hipoteticamente diriam
Que eu tava maluco
Pouco m'importa na verdade
A falta de paciência
Basta apenas a total disponibilidade
Ou no que se acredita
Paz é que nem ódio
Vai ou fica

Sou inquieta, áspera e desesperançada
Como Clarice
Talvez creio no amor
Pode até ser na dor
E espero sinceramente que a chuva
Prometa não deixar vestígos.

domingo, 17 de outubro de 2010

Maldita futilidade

Tudo em um conjunto na vida, na real não deixa de ser fútil. O simples fato de te imporem a consumir ou jogar fora... Na verdade o querem é que você seja que nem aquele cara da novela ou te obrigam a escutar uma musica só porque está nas paradas de sucesso, por mais horrível que seja. Você tem que gostar de tudo que todo mundo gosta, você frequenta os mesmos lugares que a galera vai para paquerar, você até tenta, mas na maioria das vezes não leva nada. O mundo pra mim se resume aquela música de Cazuza: “Se você quer saber como eu me sinto, vá a um laboratório ou a um labirinto... Somos todos cobais de Deus.” Ou seja, somos os ratos, e temos de obedecer aos comandos do mestre que sabe-se lá quem é. Mas a única diferença do laboratório é que o rato de verdade aprende com seus erros, já nós não. A vida humana é um tremendo quebra pau, pode acreditar. O principal motivo? Não deixa de ser a maldita inclusão digital.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

As verdades sobre o amor:




01 - O amor não te faz arder em chamas, o nome disso é combustão instantânea.
02 - O amor não te deixa completamente feliz, o nome disso é canabis sativa.
03 - O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente, o nome disso é AVC.
04 - O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente, o nome disso é topada.
05 - O amor não retribui suas declarações, o nome disso é restituição de imposto de renda.
06 - O amor não te deixa à mercê da vontade alheia, isso se chama Boa Noite Cinderela.
07 - O amor não tira suas defesas, o nome disso é HIV.
08 - O amor não te deixa temporariamente cego, o nome disso é spray de pimenta.
09 - O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente, o nome disso é Natal.
10 - O amor não te faz acreditar em falsas promessas, o nome disso é campanha eleitoral.
11 - Decepções são diárias, e quando amorosas horárias.
12 - O amor é mesmo psicodélico, nostálgico e ocioso.
13 - Não é o que você pensa que é.
14 - Não enche barriga, literalmente.
15 - Não há como fingir amor.
16 - É dor que desatina e dói.
17 - É um contentamento muito descontente.
18 - É um estar preso por loucura.
19 - É solitário
20 - E provavelmente vai te foder.

Invenções Malucas

Inventar é preciso. Sabemos que, ao longo da História, muitas invenções falharam para que uma resultasse. Sabemos também que muitas ideias boas não passaram das pranchetas de desenho, por falta de financiamento ou tecnologia apropriada. Mas as invenções que tem aqui hoje não são as que têm origem em ideias geniais de mentes brilhantes de sábios desafortunados. São aquelas idiotas, verdadeiramente idiotas, que damos graças a Deus por nunca terem sido construídas... O século XX está cheio destes exemplos patéticos. A revista LIFE dedicou um número a estas infelizes invenções algumas foram selecionadas. As mais estúpidas entre as estúpidas, como este dispositivo de 1955 para fumar um maço de cigarros inteiro ao mesmo tempo...




A metralhadora para disparar nas curvas, inventada em 1953, deixa-nos verdadeiramente perplexos quando ao seu funcionamento, não só porque se dispara às cegas, como também pelo efeito que pode provocar o projétil num cano curvo. Ignoramos se alguma vez foi testada. Ideal para dar tiros no pé.




O Cat-Mew, um invento de 1963, é o primeiro dispositivo para afastar rato verdadeiramente amigo dos animais. Contrariamente às outras armadilhas, não captura ou mata os pequenos roedores. Ao invés, produz de 5 em 5 segundos um som que imita o miar do gato com o fim de meter medo aos ratinhos. Funciona com duas pilhas que alimentam um pequeno motor. Made in Japan, é claro.





Em 1966 a televisão era ainda novidade em muitos países do mundo e exercia uma fascinação sem limites. Não admira, por isso, que este inventor britânico, Clive Sinclair, tenha construído um aparelho miniatura para poder seguir as emissões televisivas a todo o momento. Repare-se no ar orgulhoso do inventor, e sobretudo na espessura das lentes dos seus óculos...




Fonte, e mais invenções malucas em:
http://obviousmag.org/archives/2009/10/invencoes_idiotas_seculo_xx.html

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Reta final mesmo?

Sabe aquele gostinho de dever cumprido? Pois é o que estou sentindo agora, nessa como posso dizer “reta final escolar”... Dá um alívio, e por outro lado uma tristeza saber que a convivência que você teve durante anos e anos vai ser de alguma forma jogada pela janela ou esquecida, porque depois do fim nada volta a ser como antes. Eu penso em como lutei e estudei pra chegar até aqui, até a formatura e fico feliz por ter aquele mesmo gosto de trabalho feito. Agora cada qual vai seguir seu caminho, e quanto a mim que não tenho nenhum, mesmo quando tive tanto tempo pra decidir o que realmente era pra mim, só que fui deixando pra depois, até que cheguei, e faltando pouco mais de um mês para o “grand finale” os planos foram mudados abruptamente, é estranho quando se pensa que as decisões são pra sempre, não? Eu já sabia que não era assim, mas não queria que fosse justo em relação a isso, é humano eu sei, de novo. Mas que droga, ser humano é um ser estranho mesmo, nunca está contente com nada, sempre está atrás de sarna pra se coçar. Cada dia está passando mais devagar agora, parecendo não querer terminar logo, o calor abafante do sertão ajuda o tempo a ser mais cruel, só que de lembrar que o ano foi o menos ruim já dá alegria. Tem quem diga que a época da escola é a melhor, e eu tô começando a acreditar nisso, ainda mais agora no final de tudo, porque conselho mesmo é uma forma de nostalgia não é verdade? Eu acho que confio um pouco nessa história de que o melhor vem depois, até mesmo pra me agarrar a essa vasta idéia de paraíso que tenho do mundo lá de fora. Até porque se não for assim vai me falta coragem pra seguir mudando, já que esse é o combustível da alma.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições, pra que te quero?

Eu ainda estou aqui pensando no que fazer com os meus votos para deputado estadual quanto federal, passei os últimos sete meses ouvindo aquelas musiquinhas pegajosas e não vou negar, aprendi a cantá-las de cor de salteado. O problema disso tudo é que eu não ouvi proposta alguma para o bem da minha comunidade, cidade pequena sabe como é né. Metade da população apoiando um candidato e a outra metade outro. Tenho amigos dos dois lados e me sentia no meio de um fogo cruzado com os bombardeios que uns soltavam contra os outros. Política tem que ser sinônimo de baixaria? Pelo menos no interior é assim, interior nordestino, diga-se de passagem. Não é fácil ter idéias próprias num lugar em que todos são umas “Marias vai com as outras”, ontem mesmo uma pessoa deixou de falar comigo porque eu disse que não ia votar no candidato que ela está apoiando, isso é justo? O que eu gosto é de não ter cabeça fraca, tenho minhas opiniões e conceitos, por isso sou tida como louca. Mas que importa? Na real só os loucos sobrevivem, não é verdade? Hoje eu quero sim decidir o futuro da nação, mas quero fazer isso com minhas próprias pernas, ou dedos, tanto faz. E ouvir aquele barulho que a urna faz quando agente aperta confirma, que reacende um desejo de mudança quase insaciável. Ainda bem que chegou a hora, eu me sinto uma cidadã completa. E olha que interessante, eu não sou obrigada a votar, mas quero fazer isso só pra ter aquele gostinho que muita gente conhece, gosto de coisa nova, gosto de se sentir importante porque deu o seu primeiro passo para um futuro remoto, que pode ser também o presente.