Quando a vi foi como se um raio de sol tivesse me invadido, foi como se todos os astros, o destino e até as pessoas (mesmo que inconscientemente) conspirassem a nosso favor. Essas coisas acontecem tão rápido e nos arrebatam de uma forma que foge à regra, a regulamentações e não são porque a gente quis que fosse assim. Simplesmente aconteceu. E aí você deve aproveitar essa chance, meu bem. Você deve amar, re-amar, e ir continuando. Mesmo que a estrada seja tortuosa, e às vezes você pense em desistir, em achar que está insistindo sem muita fé no que faz. A gente continua porque isso de amor não se encontra fácil por aí, numa sarjeta, num bar ou numa esquina da Augusta. Não acontece de forma igual com ninguém. Ninguém ama ninguém igual ou parecido. O amor deixa latente na gente uma coisa que a gente tem com cada pessoa. É como se o que nos pertence devesse pertencer também a essa outra pessoa. Por isso a doação, por isso a paciência de esperar, a incerteza do não saber quando vai e porque vai ser. Mesmo assim, como todos esses altos, baixos e pormenores aos quais a vida nos acomoda, eu vou continuar tentando, por você, por nós. Porque o nosso amor a gente é quem sente, e é quem vive, pequena.
"Não importa o que queremos, quando conseguimos, queremos algo além." - Lorde Baelish, Game Of Thrones.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sozinha, no escuro e com frio, não sei se esse é exatamente o retrato correto, mas é o que me parece agora e eu acho que é só saudade. Tanto tempo a gente passa longe de quem a gente queria estar sempre perto, colado, tanto tempo a gente planeja fazer mil e uma coisas quando nos encontramos, mas na hora só conseguir olhar nos olhos, sentir a verdade e sorrir. Esse negócio de amor é meio indelicado, sabe? Ele invade e não tem nem aí pra o que você acha ou deixou de achar, se aquela pessoa vai atender os "parâmetros" que você utilizava para encontrar alguém. Só acontece que, em determinado momento, você cansa de procurar, e acha. Acha o improvável, o que faltava em você. Nesse meio tempo as adversidades tentam sim acabar, pôr fim a tudo. Só que quando é amor mesmo você está disposto a enfrentar e põe a armadura pra a luta diária, pra as pessoas que vão te julgar, que vão se afastar de você, e você vai vencendo tudo, pouco a pouco, como vai vivendo um dia de cada vez. E cada vez mais vai tendo a certeza de que é isso, de que a sua felicidade está sendo determinada. E se você me perguntar porque eu acho isso eu não vou saber responder, eu só peguei uma folha em branco e fui colocando tudo o que eu sentia, e os sentimentos foram se desenrolando. Eu não saberia reescrever, e daqui a vinte dias, seis meses, um ano, eu vou achar tudo isso engraçado, vou sorrir e me perguntar: "porra, porque eu fui tão babaca?" Mas eu acho que isso é parte do aprendizado também, você vai meio às cegas tentando se encontrar. Dia a dia, como um amadurecimento você sorri pra algum estranho na rua, vê um pôr-do-sol, conta uma piada sem graça, toma uma xícara de chá e vai vivendo, e vai transmitindo o que há de melhor em você, e absorvendo o que há de melhor no outro. Tem horas que tudo parece meio doído e cansativo, mas você ama, e aí tudo se revigora.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
A dor e a angustia estavam quase que me enterrando viva, esses últimos dias o ócio me fez uma compahia absurda, e o sedentarismo ficou mais forte. Eu lembrei a última garrafa que tinha escondida no fundo do meu armário, fiz isso para não tornar a embriaguez minha irmã, mas não houve jeito, a recolhi hoje, e junto ao meu maço de cigarros eu sorrio contra o vento. Aprendi muita coisa também, a valorizar a vida, como Frida Kahlo o fez, quando a sua madrinha, a morte, a recolheu para junto dela e depois deu uma nova chance, mas continuou matando-a aos poucos. A gente não pode mesmo acreditar num ser cruel quanto esse, que abre a gaiola, mas prende o pássaro pelo pé, e o torna tão fraco a ponto de não conseguir fugir e se render a liberdade. Então eu pensei em como seria um suicídio, e se eu o fizesse, pulando de uma ponte por exemplo, mas eu não vejo uma ponte por perto e lugares altos me dão vertigem. Eu tomei outra dose do meu conhaque e continuei com as minhas divagações de lobo solitário, e para deleite da minha loucura e solidão, imaginei os saltos que o meu santo remédio dava só por tocar meus lábios. Quis escrever, quis tanto que não consegui. Então me saíram essas certas palavras que são tão erradas. Mas para o costume não se perder, assim como o respeito dos outros por mim, eu escrevi, e continuarei escrevendo. Até o cigarro apagar e até eu dormir sob o chão frio, só porque o sono já quer me levar para perto dele, como a morte o faz, quando não aguenta mais esperar e quer a nossa compahia de um jeito ou de outro, porque a gente só é instante.
domingo, 17 de junho de 2012
Eu acho assim, que o amor é como a lua, sabe?! Não tem luz própria e necessita ser iluminada por elementos externos. São vários, que aos poucos se completam. É um misto de paixão, desejo, muita saudade e compreensão. É um não-saber e saber que dói e que é lindo também. É uma vontade absurda de ter sempre por perto, sabendo-se que se está dentro. Foge à tudo, à qualquer fútil explicação. Só que quando esse amor é muito iluminado pelos "sóis" ele se vai aprendendo a não lidar com a distância, e então deságua em chuva. E aí agente chora por isso, mas depois ama mais, e aí o sentimento se regenera e se torna mais forte, acho. E depois de pôr pra fora toda a dor do não te ver que me rodeia eu engulo dois ou três goles de vinho, enxugo as lágrimas e digo que te amo mesmo assim, mesmo com todas essas idas e vindas que não são despedidas.
sábado, 9 de junho de 2012
O que acontece é você estar dentro de mim, e não só no sentido lato do estar dentro, estar nas palavras, nos gestos, nos gostos e sentidos. E cresce cada vez mais, é como uma coisa que não existe, mas existe, e é como eu disse se torna maior a cada amanhecer e anoitecer, a cada palavra carinhosa dita por você, a cada sorriso e a cada dizer-se: estou com saudades. E é como se cada coisa ruim que nos acontece fizesse essa vontade de estar junto maior, de segurar a mão e mostrar que as coisas não são tão difíceis assim, de apoiar nas horas mais doídas e angustiantes. Parece que não se tem força pra conseguir enfrentar, só que pelo fato de ser você, e de eu querer você mais em mim do que já está eu abraço a causa, abraço a sua mão, abraço o seu abraço. Porque eu quero mesmo que as coisas deem certo entre nós. É como se você já me pertencesse, só que eu não sabia. Acho que é porque tinha que ser na hora certa, e por mais que a vida seja incerta, eu vou tendo cada vez mais a noção de já ter te conhecido há muito tempo, como se nós já fôssemos velhos conhecidos. E a cada vez que eu me lembro dos seus olhos e do seu sorriso fazendo par com o meu é como diz o poeta: “Nasce-se uma jardim nas minhas faces”. A saudade me escraviza cada vez mais, e me faz entregar os fatos, mareja os meus olhos quando ouço a sua voz. Eu reconheço a distância que nos separa e tenho que aceitá-la, porque como disse em alguma dessas linhas má feitas talvez, é só você que tem essa cura pra esse meu jeito e desperta o que há de mais bonito em mim.
domingo, 27 de maio de 2012
Te olhei, me olhou, e foi como se a gente já tivesse se visto
Não parecia que seria uma coisa interessante ver campos de primavera
florescerem quando olhei e você olhou nos meus olhos na primeira vez.
Você não me deu ousadia, eu não te dei.
Foi tudo meio frio e superficial, o bom e lindo é que o destino
juntou a gente num canto só, e fez eu ser só de você e você ser só de mim.
Eu não esperava, acho que você também não.
Eu sorria, você também, e tudo era feito numa cumplicidade absurda.
Eu te deixei, você me deixou.
Nos reaproximamos uns dias ou meses até depois.
Eu fazia muito planos, e você só queria estar ali.
Ali, que eu digo, perto de mim (eu acho)
Gosto de ilusões assim, reconfortam sabe.
Eu continuo falando besteiras e você me achando uma idiota, mas ri sempre.
Pra não me deixar sozinha na piada, sei lá.
Penso em você mais a cada segundo que passa, e se o dia
fosse maior eu sentiria mais o peito apertar só de saudade.
Eu gosto assim, de você sorrindo, pequena, os olhos brilhando.
E que continue assim, que essa nossa primavera (que não será trimestral, acredito) resista à todos os invernos que venha a aparecer.
Não parecia que seria uma coisa interessante ver campos de primavera
florescerem quando olhei e você olhou nos meus olhos na primeira vez.
Você não me deu ousadia, eu não te dei.
Foi tudo meio frio e superficial, o bom e lindo é que o destino
juntou a gente num canto só, e fez eu ser só de você e você ser só de mim.
Eu não esperava, acho que você também não.
Eu sorria, você também, e tudo era feito numa cumplicidade absurda.
Eu te deixei, você me deixou.
Nos reaproximamos uns dias ou meses até depois.
Eu fazia muito planos, e você só queria estar ali.
Ali, que eu digo, perto de mim (eu acho)
Gosto de ilusões assim, reconfortam sabe.
Eu continuo falando besteiras e você me achando uma idiota, mas ri sempre.
Pra não me deixar sozinha na piada, sei lá.
Penso em você mais a cada segundo que passa, e se o dia
fosse maior eu sentiria mais o peito apertar só de saudade.
Eu gosto assim, de você sorrindo, pequena, os olhos brilhando.
E que continue assim, que essa nossa primavera (que não será trimestral, acredito) resista à todos os invernos que venha a aparecer.
Os dias realmente ficam maiores só porque você está longe de mim
A sorte me ajudou, te ajudou.
Eu tinha que aparecer agora na sua, e você na minha vida
As coisas só acontecem porque tem que acontecer
E que bom que é você, só você, que na vida vai comigo
Porque é o meu bom acontecimento, e eu sou o seu.
Porque é o meu bom acontecimento, e eu sou o seu.
sábado, 19 de maio de 2012
mais uma parte. da mesma história!
Mais outro dia, outra noite (na verdade) de esperas. O frio realmente está fazendo as coisas parecerem mais difíceis. O que exalta em mim é sempre a vontade absurda de estar com alguém, ou não. A chuva caindo no telhado é a mesma que está molhando os meus dedos agora já que os pus pra fora pra sentir. Acontece que eu estou me apegando muito aos detalhes ultimamente, e pode ser que isso seja culpa do coração que está feliz. Botei um disco pra tocar, e a Billie Holiday está me enchendo de sorrisos e lágrimas. Como pode uma inconseqüente emocionar a gente assim?! Queria um cigarro, mas prometi que iria parar de fumar, não sei porque, na verdade. Tudo nessa vida é alvo de proibições, do que fazer ou não. E eu cansei mesmo disso também. Acendo o cigarro, movimento rápido o do isqueiro. A velha chama reacende, e a saudade aumenta. Abri a gaveta e achei uma foto antiga e re-comecei o sonho acordada, tudo dói. Tem dias que o antigo se torna mais nosso do que já foi, e é em dias como esse que a gente entende que a vida não é imprevisível, ela sempre está aí pra juntar as pessoas na hora certa, pra aproximá-las quando tem que aproximar. Tentei ler algumas pequenas epifanias, mas nem a leitura está prendendo a minha atenção, nem escrever na verdade. Eu tentei mesmo, mas as horas estão se arrastando, o cigarro quase no filtro, dois goles de chá na xícara (porque hoje quis meu corpo livre dos tóxicos), uma erva daninha pra alegrar o espírito, a melodia na pegada do blues, e eu, só eu, tão só eu, somente eu, compondo, me recompondo, pra recompor a minha alma, que não está ferida.
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