sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


O povo, nesse momento, deve suspirar pela URSS. Fazem mais de vinte anos a queda da União Soviética e hoje, a Federação Russa é um verdadeiro caos em todas as áreas, principalmente no que se trata de educação e economia. A prova está aí, embaixo dos nossos narizes, embaixo das nossas vistas. A fraude deita e rola, sendo ela fruto da dupla dinâmica Putin e Medvedev. Ditadores, eles querem mesmo é perpetuar décadas e mais décadas no poder. E o povo, que pouco importa, sofre. E olha que quando um presidente eleito toma posse repete: “Juro exercer os poderes que a Federação da Rússia me concede, de proteger os direitos do Homem e do cidadão, de vigiar e defender a Constituição, de proteger a soberania e a independência do território, de modo a servir com justiça o povo.” Demagogia chegou e fez um ninho. A Rússia é um exemplo de desigualdade, a cara do Brasil há uns anos atrás. O antro de estúpidos covardes quer é acabar com a esperança do povo russo de dias melhores. E a mão forte do estado, que oprime, ainda prende inocentes, e lutadores por liberdade de expressão, que só nessa semana arrematou mais de 700 pessoas que sabem que a democracia é o caminho mais curto pra uma melhora na expectativa de vida. Há quase um século se libertou da escravidão dos Czares, há vinte anos caiu na escravidão comunista e, agora pensaram ser livres. Na verdade, ainda os grilhões forjam os seus tornozelos. Quando é que haverá a verdadeira Revolução Russa?!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Feliz mesmo, natal?






Retire o animal do lugar imundo em que ele estava, reserve-o de seus companheiros. Certifique-se de colocar o tapa ouvidos, você vai precisar. Arraste o pobre animal para a mesa, mesmo que ele se debata o bastante pra fazer você pensar se ele quer ou não viver. Com força imobilize-o e então enfie a faca em sua garganta, ainda que este não tenha parado de gritar. Com a garganta cortada e o inocente ainda se debatendo e gritando e sofrendo, apare um pouco do sangue que sai com um balde comum. Largue seu corpo ainda em espasmos leves. Cozinhe até se esquecer o significado da palavra vida. No natal isso será um pouco diferente, será feito com MUITO AMOR!

Milhões de animais já estão sendo preparados, confinados, aguardando o abate para os festejos de natal. 
Conscientização pelo meio ambiente, pelos animais e pela nossa vida.


“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante.” - Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


 

E a burguesia cada vez mais rica, acentuando as desigualdades sociais num país que é desigual por natureza. Por isso escolhi denunciar os fracassos e não só os fracassos do Estado opressor, não sendo a mídia que manipula e sim a mídia que abre os olhos de quem deseja ser reconhecido e venerado. As coisas não estão tão normais como deveriam, não é verdade?!

domingo, 27 de novembro de 2011

Hora de procurar alegrias


Quase que dezembro, domingo à noite e uma xícara de café frio e amargo. Fim de mês tão nostálgico e apaixonante esse e eu lembro que cerca de um ano atrás eu não tinha muito que fazer, nem o que escrever pra um blog que vivia carente de bons fluidos ideológicos, mas agora as coisas mudaram. As idéias não transbordam claro, mas agora eu sei que mesmo só escrevendo eu posso soltar alguma coisa que possa ser aproveitada. E esse último ano que foi lindo, que as revoluções por liberdade gritaram e que a primavera árabe floresceu realmente boas idéias, que todo mundo procurou um lugar só seu nesse mundo. E que mesmo eu não sabendo quem são as pessoas eu sei que elas existem, porque o simples fato de alguém se encaixar em algum lugar do mundo já faz uma diferença, uma diferença grande, e eu sinto. Sinto-me mais viva. E como boa feminista que sou, admirei também mulheres por elas mesmas, sendo quase ou totalmente independentes. Fiquei com vontade de me juntar aos excluídos, porque eu sou uma também. E me juntei, falei por eles, briguei por eles e por mim. Pensei que o mundo acabaria nesse último dia 11/11/11, mas pensei porque quis amenizar o sofrimento de uma parcela numerosa de pessoas e pensei que só a morte ou o findo seria a solução. Mas ele ainda está aqui, e eu com ele, mais viva do que nunca. Lutando ainda, exasperadamente por alguma coisa. Que pode e vai acontecer. Mesmo não se sabendo do que se trata, até porque todas as idéias podem ser esperadas e desesperadas. E findando e expulsando bucolismo e idéias de despedida, porque ainda não é hora de despedidas desejo como Caio Fernando uma fé enorme. E pra não fugir, uns bons drinques também. Dezembro é a hora do infinito e além.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Objeto natural de prazer


Engraçado como a gente se engana com os direitos do Estado que encarna o poder e se diz protetor e opressor. O que não só eu, mas grande parte da população observa é o não cumprimento dessa proteção e também dessa opressão. Ou seja, as leis muitas vezes não cumprem o que está sendo proposto. E a população acaba por fazer o errado porque sabe que não vai haver punição mesmo. E não, não são leis esdrúxulas, ou sem nenhum sentido, até porque se fossem não seriam leis. Mesmo assim, mesmo com todo o potencial que um magistrado jurista tem, essas leis acabam por não serem cumpridas. Então, a bola de neve vai se formando com mais intensidade, levando não só os culpados, mas também os que deveriam estar protegidos pra um caminho sem volta. Só que eu não acredito muito que as coisas possam mudar absurdamente, até porque costume é que nem material genético e se tirássemos o gene corrupção o estado fica deficiente. Objeto material é fruto do intelecto humano, e as leis, frutos desse mesmo intelecto, o angustiante é saber que a burrice é imperativa num país que deveria ser todos. Façamos sexo com ele, e proporcionemos orgasmos fatídicos pra ver se assim, depois de várias horas de prazer ele nos dê uma luz sobre o que pode ser feito, se é que alguma coisa pode ser feita.

domingo, 6 de novembro de 2011


E me dá uma vontade louca de sair por aí gritando seu nome, e deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, mas sei que não devo. E é isso que dói, é isso e o fato de eu não poder ter você só pra mim. Só porque eu sou egoísta e não quero te ver aí, se divertindo sem eu estar do seu lado, sem eu estar em você do jeito que você está em mim. E ter que segurar o choro, os sentimentos sufoca. Dói tudo aqui dentro, e é uma dor de derrota. Como se alguma coisa que me fazia uma pessoa melhor estivesse desaparecido. E por mais que desse notícias, que dissesse  que as coisas não seriam boas, pelo menos por agora, pelo menos nesse momento tão conturbado de nossas histórias, mesmo assim eu não deixei de ficar triste. Sei que você, quando pensar em mim vai me mandar luz e paz. Só que eu não queria só isso. Como nunca quis só raspas e restos, e paz e muito menos luz. Eu só queria mesmo que você fosse minha, e que por mais que pessoas pudessem influir sobre nós não pudesse nos separar, e tornar as coisas tão difíceis, tão doloridas. Eu deixo você falar tudo, não te importuno porque sei que qualquer palavra ou gesto mesmo pode desconstruir o que mal começou a ser planejado. E por amor eu me omito, mesmo querendo dizer que eu sou completamente louca por você e querendo falar qualquer coisa só pra ter a sua atenção. E até suas palavras que quase sempre são de despedidas, são de fugas que você tem de mim.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011


E ainda com os olhos marejados, por causa de um amor que quase deu certo eu acendo o último cigarro do maço e trago forte. Mas não tenho forças pra isso, não agora. Tudo dói e nada está anestesiado. E eu que pensei que as coisas não seriam tão arrebatadoras e fortes assim. Mas acho que só sou eu que sou tão previsível assim. Que sempre que acha uns limões quer fazer uma limonada, e não um suco de limão. E queria ser mais também para não fazer analogias bucólicas atrás de me livrar de alguma coisa que seria o meu chão, ou até o meu teto. E que agora por alguma razão boa ou ruim eu não possuo mais. Só que agora eu também não sei definir o que é melhor pra mim, ou pra ninguém. Eu sempre fico mais sujeita a pancadas quando esse sentimento percorre as minhas veias. E sempre contra sentimentos fortes, mas não tendo força o bastante pra impedi-los de entrar em mim e me fazerem de gato e sapato como fizeram nesses últimos meses que não foram fáceis. Que sempre tinha um misto de choro de tristeza e de alegria, que sempre teve cigarros pra acompanhar a rotina e que eu sempre tragava forte, atrás de dissipar o que em mim já não cabia. E teve horas que eu quis cortar os pulsos também, sempre tem dessas. E de querer arrancar todos os fios de cabelo, uma coisa muito comum também. Mas eu só chorei, e escrevi. Porque por mais que términos machuquem, eles servem para inspirar certas pessoas que só atrás de sentimentos sujos conseguem escrever. E que só atrás de dias tristes também, nublados ou qualquer termo que explique. Porque os melhores poetas sempre estão inundados de medos e desamores, e sim eu também estou assim. E eu não consigo enxergar nada que faça tanta faxina emocional em mim do que jogar essas palavras que também são erros pra fora. Alguém olha pra mim e pergunta porque eu sou tão triste assim, mas o problema todo é que eu estou cansada, cansada de lutar e insistir sem fé nenhuma.