quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que é ser e não ser político?!

Ano político chegou, e pra uma cidade do interior da Bahia, um interior do nordeste, ao qual a seca assola e deixa em estado de emergência, isso é tão importante quanto o ar. E tem pessoas que irão dizer que não, que são apolíticas, mas sinto informar que o apolítico não existe, o que existe é o humano como animal político de Aristóteles, só que menos interessado nas discussões em torno da política, evidentemente.  A raiz do poder está incutida no ser desde o momento do seu nascimento, não se torna político, nasce-se.
Política, definindo-a, é o exercício de diversas formas de poder, demonstrando a complexidade da discussão, porque até então o “poder” é um termo indefinido que mais tarde será indefinível. O poder não pode ser observado só em termos teóricos e abstratos, é necessário que se manifeste para ser percebido. O que se sabe é ainda muito vago para explicitar o que são as decisões e os interesses manejados por esse tal poder. 
É uma conversa acerca de que mandar é também decidir e grande parte das decisões são proferidas em prol de toda a sociedade, e no caso da cidade do interior, que citei no início, as decisões são tomadas visando também e grande parte das vezes um grupo político isolado. Geralmente uma minoria comanda uma maioria, demonstrando também o centro dessa coisa. Mesmo dissecando o termo não se afirma nada, os consensos estão fora de órbita, só se organizam as ideias. A prática do poder é cercada de interesses que culminarão em decisões. Política é exercício contínuo e involuntário, não pode simplesmente não existir, porque é a estrutura, é o esqueleto da vida em sociedade. É na verdade um termo que foge a todas e quaisquer explicações. O poder é a veia aorta da política.
Os candidatos ao exercício do poder geralmente utilizam uma linguagem simples, que também contém toques de requinte, o que não tira o mérito de ser desnuda de complicações e situações difíceis. E a conversa é tão próxima que o eleitorado acostuma-se e começa a tentar aprender a manusear a ‘política-poder’, não só no sentindo literal ou abstrato, mas no sentido real, e não também de tão perto assim, não comandando, só decidindo. Porque decidir é exercer poder também.
De uma forma ou de outra estamos todos, inclusos num círculo vicioso, porque somos sociedade e sociedade democrática. Os que visam o poder utilizam-se do contexto social político e ironizam a política. E é imprescindível que toda a massa se manifeste, não só procurando apoiar esse ou aquele ou ainda mais aquele outro grupo político, mas procurando discutir o exercício do poder, que é centro, que define e que salva várias pessoas. A vida da política não é encurtada ao ser compartilhada.

sexta-feira, 16 de março de 2012


Suponham vocês, que as coisas não e estão sendo tão fáceis assim e elas realmente não estão. Hoje já é sexta feira, mais outra, meio do terceiro mês de um ano que acabou de começar, de uma vida-história que está começando a ser escrita. Os dias são tão rápidos que às vezes parecem prolixos, mas sempre dá pra tirar coisas boas, e é o que está acontecendo. Tem sempre uma frase, num dia, um sorriso pra fazer par com o meu, um olhar também. E eu vejo que se importar se os dias passam rápido ou não, não me interessa mais, se interessar quer dizer se importar. E eu não ligo se tem que ser assim, eu estou vivendo, é isso que importa, o auge da vida vai vir absurdo é não nascer e não viver. Às vezes a gente está tão feliz com as proporcionalidades da vida que escrever para o deleite das pessoas não significa que você está contando da sua vida pra ela, você está apenas compartilhando. O que é lindo, porque ninguém vive sozinho, é impossível ser feliz e até triste.  E eu não queria passar tempo demais longe, queria estar sempre presente. Sempre demonstrando as alegrias que a vida dá. Escrever apenas uma, duas linhas já demonstra isso. Porque conteúdo é muito.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012


Para ler ouvindo Ainda Bem da Marisa Monte.

Uma pessoa: Por onde você andou?
Outra pessoa: P
rocurando outra namorada. Mas nem encontrei ninguém me quer.
Uma pessoa: É né... Continua procurando ai então.
Outra pessoa: Viu, me deseja boa sorte.
Uma pessoa: Boa sorte!
(momento angustiante de espera)

Outra pessoa: Achei uma aqui.
Uma pessoa: Te quis, essa dai?
Outra pessoa: Quis. Ela disse que agente se completa. Mas nem sei viu.
Uma pessoa: Não sabe por quê? Tá com medo?
Outra pessoa: Sei lá, um monte de coisa. Ela é muito fofa, e tem que ter um 
cuidado como se fosse um bebê pra não machucar. Você entende?
Uma pessoa: Entendo. Mas você só vai machucar se você quiser. 
As coisas podem ser bonitas também.
Outra pessoa: Às vezes machucamos sem querer.
Uma pessoa: É, tem isso também... Mas oh, vai sem medo porque se for pra 
ser bom vai ser. Você acha que vai?
Outra pessoa: Eu não tenho duvida.
Uma pessoa: É, a dúvida acabaria com tudo. Você a abraçaria e a beijaria agora?
Outra pessoa: Queria muito fazer isso.
Uma pessoa: Então vem.
Outra pessoa: Eu vou! 

As coisas só podem ser boas, e melhores tornam-se se você, às vezes assim, sentada,  
olhando pra o branco do gesso numa tarde especialmente quente esperando dele uma
luz, pensar nessa outra pessoa e sorrir. E pensar mais nela, e sempre mais. Isso 
significa que você se importa e que você sente que é real, que dá pra tocar e viver. 
É bonito, entende? É bonito e mágico. Por isso, penso e sorrio sempre. Até os
olhinhos ficarem marejados de felicidade, até o coração pedir pra parar um pouco
porque se não ele explode. Lei natural encontrar quem te faz feliz. Coisa boa a gente
vive. Hora de viver então.
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pensamento livre é isso.


Um leitor me indagou a respeito da minha penúltima postagem. Sendo ela sobre a greve da PM e etc:
Acho que os policiais estão certos em lutar pelos seus direitos, pois também são vítimas asssim como os professores do descaso do governo,Outra coisa A intituição Polícia Militar é um órgão do governo subordinado ao governador, ninguém pense que o policial vai reprimir uma manifestação só porque ele quer,ou porque ele não vai com a cara dos estudantes,a polícia não faz nada sem a autorização do governador, porque se fosse só dá vontade dos policiais eles não reprimiam ninguém, até parece que um policial vai sair de sua cara deixar seu seio familiar e por puro prazer colocar sua vida em risco entrando em confronto com estudante,gente vamos pensar, eles só vão porque é o seu emprego q está em jogo, eles tem que obedecer uma ordem que parte do governo. O policial também é um trabalhador que tem família, como qualquer um. Mas se existe uma “conversa sensata” com o governo, se ele dá realmente essa abertura, então porque os estudantes precisam fazer tantas manifestações? Por quê não resolvem conversando? (SIC).
Assim, como dou o direito da pergunta, tenho o direito a resposta.
Acho que eles estão certos também, não citei que estavam errados em lutar por melhores condições trabalhistas. O que acontece é que a greve é pensada em cima do panfleto PEC-300, o qual, em alguns pontos incita que a luta deve ser violenta e que deve causar medo na população. Vivemos numa democracia sim, e o governo é opressor, sendo assim um hipócrita. E sobre os estudantes, as condições na qual os mesmos vivem hoje no Brasil não são boas, e esses estudantes grevistas podem vir ser policiais no futuro. Ou seja, é a partir de uma boa educação que se faz o país um lugar melhor. Como ainda citei na outra postagem, a greve da PM é ato inconstitucional, e prejudica não só o governo, como também a população e eles mesmos, que agem como covardes, ateando fogo em ônibus escolares, cruzando ônibus em grandes vias movimentadas e outras coisas que estão sendo explicitas a todo instante nos noticiários. Cada um achando que está no seu direito, e é isso. A liberdade se dá pelas ideias. Boas ou más (diga-se de passagem).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Greve ou Luta Armada?


Critica-se governo, xinga-se governador. A mão forte e opressora do estado mais uma vez mostra-se onipotente. E as pessoas, por terem em si o espírito da luta aderem até a greves e atos inconstitucionais. Claro que o governo tem a sua parcela de culpa, quando apresenta horríveis condições de trabalho, quando apresenta um salário mesquinho e quando não trabalha a favor de melhor segurança pública. Interessante é que esses mesmos policiais quando os estudantes entram em greve agem como covardes, e deturpam até as leis para que a voz universitária seja calada, e quando são eles que realizam atos assim, os mesmos estudantes oprimidos se juntam a eles nessa causa. Que não, não é errada como já havia dito, mas que está errada. A anistia não deve ser dada a quem armou essa greve impensada, porque a anistia dá-se aqueles que lutam por boas causas, mas que não prejudicam toda uma cadeia. Que é o caso de todas essas tensões que estão ocorrendo na Bahia. Ridículo é ver que os mesmos policiais que lutam a favor do estado, oprimindo quaisquer tipos de manifestação mostram-se hipócritas, quando bloqueiam ruas, quando tomam ônibus em grandes avenidas, e impedem o direito de ir e vir do cidadão trabalhador. O que está acontecendo agora só mostra que a colonização brasileira se deu através de pessoas com caráter esdrúxulo. A sensatez é o que deveria contar, ainda mais no caso dos senhores policiais que estão praticando atos que vão contra as idéias pregadas por eles mesmos. Sim ao aumento de salário e não ao movimento sem eira nem beira criado por esses líderes. E aqueles que teimam em defender os policiais (porque é bonito defender os que lutam por alguma coisa) e que teimam em criticar o senhor governador, as minhas sinceras desculpas. E vou esclarecer novamente pra não ser apedrejada, o ato é inconstitucional, os policiais estão fazendo errado. Se querem solução, haverá. Afinal, é pra isso mesmo que servem as conversas sensatas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

À um cara que é foda.

Eu nunca imaginei que a minha centésima postagem viesse ser póstuma. Mas é, e eu queria ter mais força pra encarar os fatos. Eu queria que você ainda estivesse aqui, pra sentar comigo e ter conversas sensatas, sobre a vida e como ela é doida, como ela joga a gente na fogueira. Eu tentei não chorar, mas quando eu tentei te chamar e você não respondeu foi como se tivessem arrancado um pedaço de mim, como se tivessem me tomado você, e foi o que fizeram. E eu chorei mesmo, porque doeu e dói, sabe?Agora que você foi, só dá pra ficar vivendo das lembranças do quanto você foi bom, foi lindo e continua sendo. Sempre sorrindo malicioso, sempre falando que as coisas e a vida era boa pelo que ela era, mesmo sendo ruim as vezes. Você foi bom no que você quis ser. Quando sentava com a gente pra tocar violão e aquela música linda, que eu acho que você como anjo-amigo já sabia, que nada brilhava mais que a vibe da tua alma, e cantava pra a gente, ria e errava a letra. Ou até quando a gente ficava muito bêbado e queria que todo mundo enxergasse o quanto era bom estar com boas pessoas, e o quanto a felicidade transbordava. Você foi muito pra mim. Eu vou continuar chorando quando sentir a sua falta, vou rezar pelo bem da sua alma e essas coisas que as pessoas fazem por pessoas que são muito queridas. O que você me ensinou me faz muito feliz, mas você já deve saber disso. Sempre sendo melhor amigo das pessoas, porque acho que era pra você ser isso mesmo. Acho que você veio pra transmitir paz, pra exalar alegria e você o fez, dignamente. Você me amou, e eu te amo. Porque amigo também significa não abandonar. E eu não vejo a hora de te reencontrar, de dar aquele abraço gostoso, de dar aquele beijo que era só nosso. E vai continuar sendo, o que é nosso não vai morrer. A matéria é fútil, a gente é amigo de alma.